Logotipo
Menu
 
Sobre o Amigos da Paz Nossas Atividades Onde Estamos Fale Conosco Conhecendo o Espiritismo Atividades Sociais

Rua Daniel Defoe, 448

Vila Arriete - São Paulo - SP

(11) 2737-0448

  

_____

Escreva-nos:

ieap@amigosdapaz.org.br

OU

preencha o formulário no site

_____

Estamos também no facebook:

www.facebook.com/amigosdapaz

ou 

www.facebook.com/ieamigosdapaz/



Estamos também no Twitter:               

www.witter.com/EspiritaPaz

 

Doutrina Espírita

Mediunidade

   O Estudo da mediunidade deve, necessariamente, estar centralizado no mais completo e profundo tratado que já se escreveu sobre a mediunidade: O Livro dos Médiuns, codificado por Allan Kardec.

    Kardec define mediunidade: “a faculdade dos médiuns”. E define como médium: “pessoa que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens”. (Livro dos Médiuns, cap. XXXII). Ainda no mesmo livro (cap. XIV, item 159) os Espíritos Superiores dizem: "Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos é por isso mesmo médium".

    José Herculano Pires, em seu livro “Mediunidade”, citando Crawford, conceitua, como uma divisão funcional, a mediunidade em: estática e dinâmica. “A primeira corresponde à mediunidade natural que todos possuem e permanece geralmente em estase, com manifestações moderadas e quase imperceptíveis. A segunda corresponde a mediunidade ativa, que exige desenvolvimento e aplicação durante toda ávida do médium.”

    Os Espíritos nos ensinam que: “O fluido perispirítico é o agente de todos os fenômenos espíritas, que só se podem produzir pela ação recíproca dos fluidos que emitem o médium e o Espírito. O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansível do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelos Espíritos”. (Obras Póstumas, capítulo sobre as manifestações dos espíritos, item 34). Na mesma obra, no item seguinte (35), é esclarecido: “Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os Espíritos. Há médiuns que só com certos Espíritos podem comunicar-se ou com Espíritos de certas categorias, e outros que não o podem a não ser pela transmissão do pensamento, sem qualquer manifestação exterior”.

 

    "E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visão, e os vossos velhos sonharão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas naqueles dias, e profetizarão”. - (Atos, cap. 2 - 17 e 18).

 

    O Codificador apresenta a mediunidade como sendo uma faculdade orgânica, encontrada em quase todos os indivíduos, à semelhança de qualquer outra aptidão como a memória, a inteligência, a razão, etc. Assim, a mediunidade independe das condições morais do indivíduo. Porém, em relação à finalidade que se aplica à mediunidade, há  dependência das qualidades morais do médium, pois a mediunidade pode ser direcionada tanto para um mal uso como para um bom uso.

    A mediunidade não implica necessariamente em relações habituais com os Espíritos superiores. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos útil aos Espíritos em geral. O bom médium, pois, não é aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles têm assistência. Unicamente neste sentido é que a excelência das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade. (ver: O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXIV, itens 11 e 12).

    "Se o médium é de baixa moral, os Espíritos inferiores se agrupam em torno dele e estão sempre prontos a tomar o lugar dos bons Espíritos a que ele apelou. As qualidades que atraem de preferência os Espíritos bons são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais" - (Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, cap. XX, item 227).

    Com o estudo do Livro dos Médiuns, codificado por Allan Kardec, se obterá os pormenores sobre a classificação de cada tipo de médiuns e às manifestações mediúnicas. Mas a título de conhecimento básico, segue alguns comentários dos tipos de mediunidades e de suas classificações:

1.        Mediunidade de Efeitos Físicos:

    Os médiuns de efeitos físicos podem ser divididos em dois grupos: os facultativos, que têm consciência dos fenômenos que produzem; e os involuntários, ou naturais, que não possuem consciência de suas faculdades e são usados pelos Espíritos para promoverem manifestações sem que o saibam.

    Seus trabalhos têm a finalidade de chamar a atenção da incredulidade humana para a existência dos Espíritos e do mundo invisível. Esse tipo de médium era muito comum no advento do Espiritismo e foi muito útil na divulgação das idéias espíritas, chamando a atenção das pessoas para a realidade do fenômeno.

    Atualmente, a mediunidade de efeitos físicos já não é tão intensiva e utilizada pelos espíritos. Tanto que, Emmanuel, guia espiritual do médium Chico Xavier, lhe sugere que abstenha-se da mediunidade de efeitos físicos.

2.     Mediunidade de Efeitos Intelectuais

    São os médiuns dotados de faculdades que produzem comunicações inteligentes, com as quais é possível aprender conceitos morais e filosóficos. Essas manifestações nos ajudam a entender o mundo invisível e o estilo de vida que levam os seus habitantes.

    Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis: São as pessoas que possuem sensibilidade capaz de sentir com facilidade a presença dos Espíritos. Seria mais uma qualidade geral do que especial, ou seja, uma faculdade rudimentar, essencial ao desenvolvimento das outras.

    Médiuns Audientes ou Auditivos: Os médiuns auditivos ou audientes são aqueles capazes de ouvirem a voz dos Espíritos de forma clara e inequívoca. Tais fenômenos ocorrem geralmente nas reuniões mediúnicas.

    Médiuns Falantes ou de Psicofonia: São os médiuns que recebem comunicações dos Espíritos através da fala. O médium psicofônico pode não ter consciência do que diz, exprimindo idéias totalmente contrárias aos seus conhecimentos. Uns guardam lembranças claras do que transmitem; outros não.

    Médiuns Videntes: Os médiuns videntes são aqueles com capacidade para captar imagens do mundo espiritual. Uns possuem esta faculdade em estado normal, perfeitamente acordados. Outros têm-na em estado sonambúlico ou próximo do sonambulismo. Os médiuns videntes não vêem com os olhos carnais, mas sim com os da alma. Por isso, independe de estarem de olhos abertos ou fechados para enxergarem os Espíritos.

    Médiuns Sonâmbulos ou Sonambúlicos: Os médiuns sonâmbulos ou sonambúlicos são os que, durante o transe de desdobramento mediúnico, agem sob a influência do seu próprio Espírito. São eles mesmo que, desprendendo-se de seus corpos físicos, projetam-se no mundo espiritual e conversam com os desencarnados, vendo, ouvindo e percebendo o que vai à sua volta. Vivem, durante breves instantes, a liberdade dos Espíritos livres. Seus sentidos não sofrem as limitações provocadas pela matéria.

    Médiuns Curadores: São médiuns curadores aquelas pessoas que possuem o poder magnético (ou dom) de curar as enfermidades orgânicas, ou aliviar dores pela imposição das mãos ou pela prece. A fé, aliada ao magnetismo do médium e auxílio dos bons Espíritos, realiza os fenômenos de curas. Jesus era um médium curador em potencial.

    Médiuns Psicógrafos ou Escreventes: São os que transmitem as comunicações dos Espíritos através da escrita. Estes médiuns são muito comuns. Dividem-se em: mecânicos, semimecânicos e intuitivos.

 

    A prática da mediunidade no Espiritismo não tem como meta somente a produção de fenômenos físicos, destinados a despertar os incrédulos, ou curar enfermidades carnais e espirituais. Mas sim, despertar para o real sentido da vida, provocando conseqüências de ordem moral.

    Outro aspecto de suma importância, é que não se deve exaltar o médium. Veja o que os Espíritos Superiores nos diz a este respeito: "Podes perguntar porque Deus concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloqüência aos que só a utilizam para o mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. Criaturas indignas a possuem porque dela necessitam mais do que as outras, para se melhorarem" - (Livro dos Médiuns - Questão 226, item 2). E ainda o que Kardec afirma: “Esta faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo mesmo em estado rudimentar.” (Livro dos Médiuns, cap. XIV, item 159).

    Apresentada a mediunidade, é lícito educá-la, da mesma forma que em se notando uma faculdade de natureza intelectual ou artística, a pessoa passa a desenvolver essa aptidão, para daí, canalizando as suas energias, sacar os melhores resultados possíveis.

 

Retornar

 

 

Irmandade Espírita Amigos da Paz | 2009 www.amigosdapaz.org.br | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Código Tecnologia
O conteúdo deste site é de propriedade e uso exclusivo da Irmandade Espírita Amigos da Paz,
permitida sua reprodução ou utilização total ou parcial a qualquer título desde que citada a fonte.